terça-feira, 24 de abril de 2018

KOTIPELTO & LIIMATAINEN : Tudo sobre a passagem do BLACKOUSTIC pelo Brasil! *




Quando o icônico vocalista da Stratovarius, TIMO KOTIPELTO e seu compatriota JANI LIIMATAINEN, ( o guitarrista-prodígio revelado pela Sonata Arctica) se juntaram para fazer pequenos shows acústicos pela sua Finlândia natal, a intenção era a de oferecer para os fãs, um show descontraído e menos alucinante que suas apresentações tradicionais. Um diálogo musical mais pessoal com a platéia – e aquele clima de amigos reunidos.

O negócio deu certo e se transformou no álbum BLACKOUSTIC, que mais tarde batizou o show, que saiu da Finlândia, rodou a Europa, chegou até o Japão e agora finalmente iniciou sua primeira turnê na América Latina. Os primeiros quatro shows (da maratona de 27 !!) foram aqui no Brasil, onde o público e a dupla puderam vivenciar experiências bem distintas em cada uma das apresentações

No dia 18 de abril a dupla visitou o Cristo Redentor antes de se apresentar no Teatro Odisséia, no Rio de Janeiro. É de se esperar que num show acústico a platéia fique menos agitada, mas pelo jeito a impressão mais marcante para quem esteve presente foi a energia do evento. “Caramba, eu pulei num show acústico.” – conta um fã. “Eu também. Nunca achei que faria isso” – concorda uma outra.

T-Ko e J-Li professando sua devoção (Foto:)

A química de palco entre os músicos, que constantemente interagem com piadas que atingem o público, cativou quem esteve lá numa quarta feira à noite para conferir esse show até então inédito neste nosso lado do mundo. E o Rio de Janeiro foi apenas o primeiro lugar por onde os finlandeses começaram a conquistar o Brasil.


Pontuais, começaram os shows cumprindo os horários certinhos. Entre os momentos mais esperados, a versão acústica de “My Selene”, música originalmente composta por Jani Liimatainen para a Sonata Arctica, e que nunca chegou a ser tocada ao vivo pela banda.



O setlist contou com músicas da carreira de Jani e Timo em diferentes momentos das bandas que os consagraram, e também versões acústicas de clássicos de outros ídolos do rock. “Out In The Fields”, do Gary Moore, “I Don’t Believe In Love” do Queensrÿche ficaram redondinhas.

Os clássicos da clássica Iron Maiden  “Two Minutes To Midnight”  e “The Trooper” também animaram os brasileiros, embora algumas críticas não tenham sido tão favoráveis à esta última. Mas acredito que os resenhistas nessa parte tenham focado muito na falta de brilho do vocal de Kotipelto (que realmente não foi favorecido nessa versão ao vivo), e deixaram de fazer jus ao empolgante arranjo instrumental trabalhado por Liimatainen. Afinal de contas, cover é pra ser divertido ! Assim,“Perfect Strangers” do Deep Purple e “Holy Diver”, do grande mestre Ronnie James Dio, foram recebidas efusivamente pelo público que cantou junto e aplaudiu com vontade.


E por falar em cantar junto, quem se lembra "daquela música que fica bonita pra c*ralh* se vocês cantarem repetindo essa palavra...que fica tipo..na primeira linha do segundo verso... sabe como é"...:  É The Final Countdown, pérola imbatível das rodinhas de violão headbanger. “Alguém me disse que é melhor sempre terminar com uma piada, então lá vai!” – disse Jani em um dos shows, antes de começar a tocá-la.😆


Maaaaas...como um show de finlandeses não poderia terminar com uma música sueca (a rivalidade entre finlandeses e suecos é meio parecida com a de brasileiros e argentinos, paulistas e cariocas, bolachas e biscoitos, etc...), Timo pediu licença para engatar uns versos de “Killed By Death” e, de quebra, engatar uma homenagem ao Motörhead.

Em São Paulo a dupla se apresentou no dia 19 de abril, no tradicionalíssimo Manifesto Bar de casa cheia, e o show contou com a participação pra lá de especial de Matias Kupiainen, guitarrista e colega de Timo Kotipelto no Stratovarius. Ele juntou forças com os anfitriões para mandar versões deliciosas de “Unbreakable”, “A Million Lightyears Away” e “Paradise”, que fizeram muitos outros fãs também compartilharem da experiência de pular durante um show acústico.



Outras músicas do Stratovarius também embalaram os fãs, como as perfeitas “Black Diamond”, “Forever”, “Speed Of Light”, “Coming Home” e “My Eternal Dream”. E  até os fãs de Cain’s Offering tiveram seu momento especial no show pra curtir a lindinha “I Will Build You A Rome”. E, ao contrário do que esse mesmo blog havia previsto, até "Karjalan Kunnailla" soou aqui nos trópicos! 🇫🇮



Uma curiosidade sobre o show de Limeira, realizado no dia 20 de abril no Bar da Montanha : quando o palco estava sendo montado, a produção considerou usar os banquinhos de show da dupla sertaneja Edson & Hudson, hit total nos anos 90... Infelizmente, talvez até pelo longo tempo, estavam meio tortos e instáveis demais pra performance, e foram deixados de lado. Mas foi uma pena...Pode parecer um detalhe meio inútil e sem graça pra quem tem menos de 30 anos e vergonha de dizer que sabe a letra de “Evidências” do CH&X, mas não deixa de ser culturalmente relevante e digno de nota.🤩





No dia 21 de Abril, em  Porto Alegre, o diferencial ficou por conta do ambiente: o SESC, cujas unidades através do Brasil são famosas por oferecer ótimas estruturas para eventos de cultura, esporte e lazer, trouxe o show para um palco mais sofisticado, em um auditório mais tradicional, dando um realce de sobriedade na atmosfera do último show em solo nacional.😊




É só dar uma espiada nos grupos e comentários nas redes sociais pra ver que a turnê deixou uma impressão positiva e o tal sentimento de “quero mais” no público brasileiro. O formato quase “stand-up comedy musical” agradou em cheio os calorosos fãs, ávidos por este tipo de contato mais estreito com os ídolos, que proporciona observações interessantes, como o arranjo das latinhas e garrafinhas na mesa de apoio dos músicos.🤭

Um brinde impagável durante o primeiro show da turnê, com a ilustre participação do legendário tour manager Eric De Haas (Dynamo Brazilie) . Créditos: Felipe Santos.

Fica meio claro que a dupla não tem um planejamento de iluminação padrão. Se este é um detalhe que musicalmente não faz falta, por outro lado ás vezes prejudica bastante o visual. Dá uma espiada no youtube: tem Blackoustic vesão roxa, verde, vermelha, silhuetas, psicodélica... Não chega a ser uma falha na apresentação, mas talvez em alguns momentos, principalmente nas baladas mais lentas, a dupla conseguisse trabalhar ainda melhor a atmosfera se tivessem sempre alguém de bom senso se importando com as luzes #sóacho...


A câmera é ruim, mas a camiseta é oficial.

O retorno do guitarrista Liimatainen ao Brasil após 16 anos desde os primeiros shows da Sonata Arctica por aqui, também repercutiu, principalmente entre os fãs “oldschool” de metal finlandês. Além da oportunidade de (re)ver suas habilidades manuais em ação, o bate papo entre as músicas é um campo fértil para o humor sarcástico e a língua afiada de Jani – que ainda de quebra surpreende com o timbre limpo de seus vocais de apoio durante o show.🤟

A única coisa que parece não ter agradado muito a turma foi a falta de opção no merchandise oficial, que oferecia apenas um modelo de camiseta com uma estampa em preto e branco. O CD, lançado em 2012, não estava sendo comercializado.😕


Uma "segunda parte" dessa turnê, passando por outras cidades, já está sendo pré-anunciada para o segundo semestre de 2019. Produtores interessados escrevam para contato@dynamoprod.com.br para maiores informações. Por enquanto, a turnê continua pela América Latina, onde desde sua confirmação, tem sido esperada ansiosamente pelos nossos ‘hermanos en heavy metal’. 


Uma noite de cada vez, do Dia do Livro Infantil ao feriado de Tiradentes. Datas simbólicas pra reforçar uma temporada que já entrou pra História.


PLAYLIST: Veja trechos dos shows em São Paulo, Rio, Limeira e Porto Alegre:



OUTRAS REVIEWS:


Headbanger News

Imprensa do Rock

Fama VIP Online

https://fvosite.com.br/noticias/musica/kotipelto-e-liimatainen-apresentam-o-album-acustico-blackoustic-em-sao-paulo/


* eu usei esse título ridiculo no rascunho, e quando fui ver, tinha publicado sem trocar. Agora já publiquei e não sei se vale a pena me incomodar em pensar em algo menos tosquinho. Tá basicão. Funciona. Içaê.



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