sábado, 19 de setembro de 2015

Sexo sem ser vulgar, drogas só lícitas, e heavy metal, por favor. :3

Batendo nas teclas "Sexo, Drogas e Rock N´Roll" sempre me vem um acorde meio confuso, porque esse lema parece ilustrar muito mais um baile funk do que qualquer festival de rock. Ou porque ou eu estou andando nas companhias erradas - incluindo os miguxos sobre os quais vocês entram aqui pra ler ;)  ou isso não faz muito sentido dentro do heavy metal. 

A maioria dos bofe são caretas, pra começar. Até fumar em si têm virado um hábito mais de mulher (porque ir ao fumódromo em bando é como aquela "ida em grupo ao banheiro" unissex). Os boy nem curte mais fazer uma fumaça, reclama do beijo... Já a mulherada ainda não perdeu aquele arzinho de Greta Garbo que todas fazem pra acender um cigarro. *sexy*

Bom, se eu tô dizendo que a molecada nem fuma, nem me pergunte sobre outras substâncias. Claro, toda turma tem pelo menos uma pessoa adepta da cultura de Jah. Acho que que vai além disso é mais discreto, então devo admitir que não faço a mínima idéia de como tá o nível de "Drogas". Até porque vivemos em um mundo onde tomar Rivotril é "normal", então, eu diria que o Heavy Metal não levanta a bandeira das drogas, apesar de coisas como Edguy. Tem uma citação do Tobias que eu não vou reproduzir exatamente de cabeça, mas ele disse numa entrevista algo do tipo : "Cara, se a banda fez sucesso com um nome idiota desses, eu acredito que tudo seja possível..!"

E eu não consigo esquecer a primeira vez que ouvi "Save Us Now". Tipo, eu acho que fiquei meia hora parada, com o negócio no repeat, tentando acreditar na letra que eu estava ouvindo. Só quem me conhece pessoalmente podia saber o que se passava em meu coração.


Beber, a galera bebe pra caramba. Mas pra quem já foi pra Europa e viu como bebe o povo de lá, repara que brasileiros são amadores. Ou o clima é menos favorável pra se beber. Sei lá. O álcool cai melhor quanto mais ao Norte você estiver - eu nunca entendi por quê, mas é fato. É fato que nossas brejas são mais agüadas*, também.

* no meu blog, tremas continuam em vigor.

Ok, então o heavy metal aparentemente cultua preferencialmente o álcool. Isso explica por que quanto mais alcóolatra o povo, melhor a qualidade do goró e do heavy metal. Vodka, Jägermeister e Jaloviina são provas químicas do ao que me refiro.


Quanto à questão do Sexo...o rock eu não sei, porque eu já perdi os parâmetros do que se considera rock lá pela época do Twister. E não vou redigir OUTRO (<-- clicaê, é link) post sobre o que eu acho de Avenged Sevenfold, pra isso aqui encher de pirralha indignada que vai me xingar moooooooooooito no Twitter  (isso já virou piada que só os véios fortes vão entender).

O heavy metal é um gênero que empodera a mulher no palco. Vocalistas femininas são endeusadas, mitificadas, suas belas vozes se tornam contos de amor e horror aos fãs de Nightwishes e Within Temptations da vida. Ou berrado em corpetes de couro e meias arrastão, embrulhada em couro preto, como a diva Doro Pesch

. As mulheres são sedutoras, misteriosas ou explicitamente. Floor Jansen ou Lita Ford, existem maneiras dentro do gênero para as mulheres se expressarem de forma poderosa. Instrumentistas ousadas, até a talentosissíssima Syang conseguiu visibilidade na midia

Pena que isso só funciona no palco, né, benhê?

Nossos cavalheiros geralmente cabeludos - e geralmente cavalheiros - também geralmente são machistas pra caramba. Pelo menos do lado das mulheres deles. Tá cheio de tonta querendo namorar "putão" e muita mulher fodona e bem resolvida que vai ficar solteira por discriminação imbecil.  Tem gente medindo sua saia, sim. Comparando o comprimento dela com seu caráter (como se não tivéssemos todos nascido nus) Tem gente julgando seu decote, teu salto, o volume da sua risada e até o copo que você tem na mão. Tem intriga boato, fofocaiada, gente sem nada melhor pra discutir.Principalmente no jogo de lata, onde uma chuta, a outra cata...
Tenta você, simples mortal, usar um troço desse...

Faz parte, todo lugar tem seu esgoto. A merda sempre sai por algum lugar, e quando não sai, transborda. Se até FESTA DE CASAMENTO que a gente planeja com anos de antecedência pra sair tudo perfeito, tem gente procurando coisa pra falar mal, imagina num lugar onde tu vai pra se divertir, beber e fingir por algumas horas que a vida é diferente.

E isso vira muito mais assunto entre as girls que os boys, com certeza. Vocês não imaginam como um simples figurino pode impactar por semanas... Anos..!



O "meio" é relativamente pequeno (e diminuiu, já que o Blackmore Rock Bar fechou, quase "do nada", o que tava digno de um post, mas agora eu não tô a fim ), todo mundo se conhece, muita gente se conhece há alguns anos, e as histórias tendem a se misturar, se cruzar, arrebentar as fronteiras das redes sociais mais facilmente. Isso mitificou muita coisa, dos tempos dos primeiros blogs e fotologs para hoje em dia. Eram menos os autores, mais os leitores, então fomos os pioneiros em toda a merda que poderia dar em uma fase onde você não tem a mínima idéia de até onde vai a exposição na rede. E olha que câmera digital ainda era algo menos acessível, existem tão poucas fotos ...E onde foram parar os cliques das ExpoMusics, das afterparties. Poxa, desde o Fotolog sempre alguém tinha algo pra postar... e perdeu-se tudo por aí. (algumas pessoas são very very grateful por isso.)

Aguardemos novas notícias e atualizações sobre a ExpoMusic 2015. Se continuar não chovendo talvez eu não vá. 


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