quarta-feira, 2 de abril de 2014

O inferno é o gosto musical do outros!

Ainda conseguirei encontrar argumento que me responda a uma das questôes fundamentais da humanidade: Por quê as pessoas que gostam de escutar música alta têm SEMPRE um gosto musical bizarro?

No momento em que tento escrever mais uma dessas páginas VIPérrimas, além da preocupação com a comida no fogo e meu sobrinho me fazendo perguntas sobre a foto de um grupo de feministas vestidas de macaco numa revista, ainda preciso tentar manter meu cérebro alheio á voz de Roberta Miranda cantando uns boleros do tempo do Onça em plena quarta-feira de manhã.


Aliás, esse visu "pelada-com-capa-de-chuva" tá um must!! (Imagem: Google)


Veja bem: não tenho nada contra bolero e reconheço Roberta Miranda como um dos maiores talentos vocais do nosso Brasil, mas, convenhamos, quem ESPERA ouvir uma coisa dessa, num volume altíssimo, bem antes das dez da manhã num dia útil...Quase dá pra passar como ponto de referência. "Bem ali, onde tá tocando Roberta Miranda." 

Engraçado, eu conheço algumas pessoas que também curtem música alta, mas eles preferem "alta música": Bach, Liszt, Beethoven, Mozart... poxa, por quê eu nunca dei a sorte de morar ou trabalhar ao lado desses caras? Nunca tive um vizinho que colocasse um Jazz no talo, uma big band...



E Bossa Nova, então? Mas essa é música feita para se ouvir baixinho. É tipo música de fundo. Nunca conheci alguém que coloca Bossa Nova no talo, ou que fica cantando junto. Ainda bem, já pensou que onda estar na rua e passar um carro com um daqueles alto-falantes que têm mais potência que o motor, tocando "...são as águas e maaaaarço fechaando o verãão..!"?


O desgrama paga R$10.000 num troço desses, pra ouvir um pancadão com UMA NOTA MUSICAL.

Bom, chamaria mais atenção que qualquer putzputz... Vai ver é por isso o som do vizinho nesse momento me desconcentra tanto. Talvez se fosse um batidão ou um forró eu nem estaria OUVINDO. É tão comum esse tipo de interferência, que meu cérebro já  deve estar programado para ignorar parangoléos, luans e Mc´s, mas o inusitado não tem filtro.

               Deixa quieto. Amanhã  eu acordo bem cedo. E com a maior vontade de testar o volume do alto falante ouvindo música folclórica finlandesa tocada no serrote..!



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